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Doze de março de 2004, Dr. Rintaro Kanatani (Oftalmologista), diagnosticou na “BEATRIZ” minha netinha, na época com dois anos, o retinoblastoma.
Levei a pequena BEATRIZ ao médico, porque notei em seu olho esquerdo um reflexo claro como um cristal, semelhante a um “olho de gato” no escuro, aparecia conforme batia a luz.
Nossa tristeza começou naquele momento, mas o desespero só veio na segunda-feira, quando comecei a telefonar aos hospitais para poder iniciar o tratamento.
Dr. Rintaro nos encaminhou para o Hospital do Câncer, com urgência, foi o primeiro telefonema que fizemos e nos surpreendeu quando negaram o tratamento pelo SUS alegando estarem com muitos pacientes em tais condições. Também não aceitaram o plano do convênio por ser BÁSICO. Somente nos restou a opção PARTICULAR, mas essa possibilidade foi logo descartada, tendo em vista nossas condições financeiras e por não se tratar de um simples resfriado e sim de uma doença grave que requer tratamento sofisticado e caro.
Procuramos o Hospital das Clínicas, mas consultas só para o próximo mês, lá pro final de abril e ainda para depois sabermos se iriam tratar do problema dela gratuitamente ou pelo convênio, essa opção também estava sendo descartada, não podíamos perder tempo, era muito valioso cada minuto e se tornava impossível esperar tanto.
Os outros lugares eram clínicas oftalmológicas sem estrutura para tal procedimento.
Nesse momento de real desespero, com muita fé, pedi a DEUS nosso Pai, que nos desse uma luz, uma saída para podermos tratar da “Beatriz”, e tirando da bolsa um cartão telefônico para jogar fora, afinal nem sei porque de tê-lo guardado, pois não havia mais crédito, dei para a BIA brincar. Minha filha Gabriela, mãe da BIA, atraída pela publicidade no cartão telefônico, tirou das mãos da Bia, leu e me perguntou: - Mãe, você viu isso? Quando li não acreditei, só podia ser a LUZ que naquele momento precisávamos, era uma campanha da TUCCA alertando sobre o RETINOBLASTOMA.
Na hora liguei no número indicado no cartão, e quem atendeu foi o Dr.Sidnei, que prontamente marcou para o dia seguinte a consulta.
Dezesseis de março às 09h00 estávamos na Clínica de Oncologia Pediátrica.
O Dr.Sidnei Epelman nos recebeu com muita atenção e respeito, sem nenhum tipo de DISCRIMINAÇÂO, inclusive com muito interesse no caso da Bia.
Quando, mais tarde liguei para o Dr. Rintaro, contando que em uma semana a pequena “BEATRIZ” faria todos os exames necessários, ele ficou muito contente e disse-me que estávamos em boas mãos.
Hoje, três meses depois, estamos muito contentes com tudo que está sendo feito por ela, pois, a equipe nos transmite competência, equilíbrio e confiança no que fazem, isso tem nos deixado cada dia que passa, mais certos de que o melhor está sendo feito pela nossa pequena BEATRIZ.
Quero nesse momento tão difícil em nossa vida, agradecer em primeiro lugar a DEUS, em quem depositamos toda nossa fé e com muito respeito a Dra.Simone, Dra.Fabiana, Dr.Luiz Fernando, Dr.Alejandro e toda equipe médica e de funcionários da Clínica pela seriedade, profissionalismo e carinho com que somos tratados.
A TUCCA, desejamos que esse trabalho cresça muito, sempre com o mesmo respeito, com a mesma vontade, com o mesmo profissionalismo, com o mesmo carinho, com a mesma dedicação a toda e qualquer criança ou adolescente que necessite da vossa ajuda.
Obrigado Meu DEUS, obrigado TUCCA.
Laura Saar Z. do Nascimento (avó)
Gabriela Saar Zellaui do Nascimento (mãe)
Beatriz Zellaui Barbosa
Junho/2004
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