Especialistas e Nova York vêm a São Paulo discutir procedimento inovador.

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Especialistas do Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York vêm a São Paulo discutir procedimento inovador que permite salvar o olho da criança com retinoblastoma (câncer no olho).

Tratamento oferecido no Hospital Santa Marcelina em parceria com a Associação TUCCA, para o câncer ocular mais comum na infância, é tema de Simpósio Internacional realizado em São Paulo.

Oferecer um tratamento de ponta contra o câncer de olho mais comum na infância e salvar a visão da criança, esse é um dos objetivos da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), que alerta a população a ficar atenta aos olhos dos filhos na faixa etária de 0 a 4 anos, quando o retinoblastoma (câncer no olho), tem maiores chances de aparecer. No Brasil cerca de 400 crianças por ano sofrem com a doença e podem ficar cegas ou até morrer se não forem tratadas e diagnosticadas precocemente.

Uma mancha branca nos olhos é o sinal mais comum da doença e a família deve buscar um especialista, pois com o diagnóstico precoce e a evolução dos tratamentos, a criança pode ser curada e ter seu olho salvo em 100% dos casos.

O oftalmologista americano do Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York, Dr. Brian Marr, um dos maiores especialistas no assunto, esteve em São Paulo, a convite do departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina para participar do Simpósio Internacional de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma. Além da mancha branca nos olhos, Dr. Marr apontou outros sinais que levam os pais a procurarem um especialista: “quando os pais observam que os filhos estão com a visão prejudicada, apresentam algum sinal de estrabismo ou inflamação dos olhos, ao realizar o, eles procuram o especialista e muitas vezes o retinoblastoma é diagnosticado”, revela o especialista.

O oncologista pediátrico e presidente da TUCCA, Dr. Sidnei Epelman, explica que o tratamento do retinoblastoma evoluiu muito nos últimos anos.

Atualmente é utilizada uma técnica chamada de quimioterapia intra-arterial (dentro do globo ocular) feita na artéria oftálmica, onde é utilizado um cateter, que vai da artéria femoral até o olho da criança. A dose de quimioterapia usada é menor que a usada quando se utiliza por via sistêmica.

“É um privilégio ter a possibilidade de conseguir não só curar, mas salvar o olho da criança. O tratamento padrão é a enucleação (retirada do olho), mas com a quimioterapia intra-arterial podemos salvar o olho e a visão da criança.

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O tratamento que a TUCCA oferece, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, é comparado ao oferecido nos Estados Unidos e em algumas cidades da Europa. A observação foi feita por um dos maiores oncologistas pediátricos do mundo, Dr. Ira Dunkel, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, durante o simpósio. em visita em Brasil. “Estive no Hospital Santa Marcelina em 2011, quando foi inaugurado o primeiro centro especializado em tratamento do retinoblastoma do Brasil. O nível de tratamento oferecido aqui é altíssimo. O nível equipe de oncologia pediátrica, a tecnologia e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para o sucesso no tratamento da doença e é comparado ao que nós vemos, diariamente, nos grandes centros de oncologia pediátrica de Nova York, por exemplo”, revela o médico que também esteve no Brasil para o evento promovido pela TUCCA e Hospital Santa Marcelina.

A Irmã Monique Bourget, diretora médica do Hospital Santa Marcelina, ressalta a importância desse trabalho que vem sendo realizado no tratamento do retinoblastoma.

“O Hospital Santa Marcelina em parceria com a TUCCA oferece um tratamento que busca resgatar a autoestima da criança, principalmente porque consegue preservar o olho dela e dá a possibilidade para que ela não seja prejudicada no futuro, com uma possível perda da visão. O tratamento visa um restauro total da saúde e é de primeiro mundo”.

Além da cura do paciente, outro foco da TUCCA é garantir a qualidade de vida das crianças. Para isso, é oferecido a elas um tratamento multidisciplinar, como explica a vice-presidente da TUCCA, Dra. Claudia Epelman. “O diagnóstico do câncer afeta cada família de uma maneira. É necessário olhar o paciente de seu viés psicológico, social, cultural e econômico. Nós cuidamos do indivíduo e não da doença. Por isso, na abordagem multidisciplinar, o assistente social, o psicólogo, o oncologista, o oftalmologista… Todos tem papel fundamental na melhoria da qualidade de vida do paciente”.

O Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina é referência no mundo, e um dos poucos no país que realizam a técnica. Além disso, o Hospital em parceria com a TUCCA oferece o tratamento sem qualquer custo para o paciente e a família, atendendo todas as necessidades que compreendem o diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Em outubro, na África do Sul, vai ocorrer o congresso da International Society of Paediatric Oncology SIOP, o mais importante na área de oncologia pediátrica e os resultados alcançados pela oncopediatria do Hospital Santa Marcelina em parceria com a TUCCA serão apresentados.

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