Palhaçada é o Melhor Remédio

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Rostinhos cansados, angustiados e até mesmo tristes logo dão lugar a muitas risadas e alegrias. Em cinco hospitais pediátricos de Belo Horizonte, o clima entre as crianças internadas muda logo que atores começam a se vestir e a pintar seus rostos com o objetivo de acalentar o cotidiano de quem enfrenta alguma doença. Assim é o dia a dia dos palhaços do Instituto HaHaHa, que com boa vontade, carinho e palhaçadas modificam a dura rotina desses pequenos. Por meio de uma pesquisa que está sendo desenvolvida pelo grupo, já foi possível perceber que a ação auxilia na recuperação dos pacientes, na aceitação do tratamento e que, quando é continua, passa a ser cada vez mais eficiente.

Para alguns dos pequenos pacientes, limitações físicas, doenças crônicas e outros problemas de saúde são empecilho para as brincadeiras, e muitos deles perdem parte da infância em camas de hospitais. Por meio dos narizes de palhaço, a diversão é resgatada.

Membro da diretoria do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e coordenador da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica, Sérgio Diniz concorda com a pesquisa. Segundo ele, a presença dos artistas muda o humor de todas as pessoas da unidade de saúde. “Essa dose de alegria que eles aplicam dura muitas horas. Traz confiança e revigora a vida dos pacientes, familiares e funcionários do hospital”, explica.

Quando os palhaços chegam, as crianças logo começam a chamar por eles. A dona de casa Flaviana Alves dos Santos, 29, é mãe de um menino de 12 anos diagnosticado com fibrose cística. O garoto passa longos períodos no hospital e é um dos mais entusiasmados. “Acho que quando eles estão aqui todos ficamos mais animados. Traz um respiro até para os mais prostradinhos. Espero que eles não parem de vir. Meu menino já é grandinho e mesmo assim adora”.

“Quando estou internado, sei que às terças-feiras eles aparecem. Adoro e é sempre divertido”, conta o pequeno Richard Tauan, 12. “Quero ver você dançando funk. Igual a Anita”, pede Nicolas Vieira Fernandes, 13, à uma das palhaças.

Saiba mais

Pesquisa. As entrevistas realizadas pelo Instituto HaHaHa foram feitas entre setembro de 2014 e agosto de 2015. O resultado parcial do levantamento foi fechado com 25 crianças e os relatos embasaram a constatação da melhora dos pacientes. Os depoimentos continuarão a ser colhidos.

Resultados. A pesquisa ainda constatou que as crianças sempre pedem a volta do palhaço, que ficam mais dispostas e passam a ver o hospital de outra forma.

Atuação

Expansão. O trabalho do HaHaHa acontece há mais de três anos no Hospital Infantil João Paulo II e, aos poucos, se expandiu para a Santa Casa, o Hospital das Clínicas, o João XXIII e o Hospital da Baleia.

Campanha faz alerta com luzes apagadas

Para celebrar o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, um tipo de câncer nos olhos mais comum em crianças de até 5 anos, a praça da Bandeira, na região Centro-Sul da capital, teve suas luzes apagadas nesta sexta, entre 19h30 e 19h35.

A ação foi promovida pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), em parceria com a Casa da Acolhida Padre Eustáquio (Cape) e a prefeitura. A doença pode causar cegueira e até a morte, mas 90% dos pacientes têm chances de cura quando o diagnóstico é precoce.

Fonte:O Tempo – Cidades

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