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    As células do organismo se mantêm em constante equilíbrio. Em um certo momento, por motivos desconhecidos, este equilíbrio é rompido e uma célula se modifica. Passa, então, a se multiplicar de maneira incontrolável e forma uma massa. A esta massa dá-se o nome de tumor ou neoplasia. Ela pode ser benigna, quando, de forma grosseira, possui limites definidos, não invade tecidos circunvizinhos e não se espalha para outras partes do corpo. |
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As formas malignas, por outro lado, são invasivas e podem se espalhar gerando o que chamamos de metástases. O câncer é um tumor maligno.     Em sua maioria, os tumores cerebrais de crianças são primários, ou seja, têm origem no próprio tecido nervoso e raramente originam metástases para outros tecidos. O quadro clínico e cirúrgico destes tumores é especial, já que eles se desenvolvem no interior de estruturas nobres, delicadas, protegidas por estruturas ósseas e com espaço limitado para expansão. Este fato auxilia no tratamento. Por outro lado, o acesso aos tumores cerebrais é, em geral, difícil e sua retirada completa nem sempre é possível. Em outras partes do corpo, certa área de tecido normal que circunda o tumor também é retirada, para que se aumente as chances de as células tumorais terem sido totalmente removidas. É o que chamamos de margem de segurança. No tecido cerebral, ntretanto, não se pode fazer isso sem um prejuízo grande para o paciente, uma vez que as células nervosas são insubstituíveis e exercem funções específicas. Em certos casos, porém, é preciso avaliar com cuidado. Uma cirurgia mais ampla pode ser fundamental para a cura do paciente. Nestes momentos, contamos com a plasticidade do tecido cerebral para que os danos sejam minimizados. |
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